Hoje quero falar um pouquinho sobre avaliação. Esse tema está em "moda " de uns tempos pra cá. Antigamente a avaliação era vista apenas como classificatória, somativa e como um instrumento de coação, hoje, já posso me atrever a dizer que, ela esta mais ampla, de forma a levar em consideração o indivíduo por completo. Dentro da perspectiva da pedagogia histórico-crítica, o educador deverá buscar formas mais dinâmicas e criativa de avaliar o discente, para não ocorrer a exclusão do sujeito dentro desse processo avaliativo, ou seja, a avaliação deverá ocorrer em vários momentos, em várias instâncias dentro do ambiente escolar. Seguindo esse pensamento, a educação deverá ensinar o aluno a pensar criticamente e não ser um mero reprodutor de ideias em uma folha de papel. O lúdico ajudará nesse processo, pois auxilia no desenvolvimento dos esquemas psíquicos e torna a aprendizagem significativa e prazerosa.
Para a pedagogia histórico-crítica a avaliação é “[...] a constatação do que o aluno aprendeu e não se dá por meio de um único instrumento, mas devemos planejar situações nas quais possamos avaliar o que o aluno está aprendendo e assim replanejar as ações [...].” (Marsiglia, 2010, p. 12).
Portanto, espero que todos reflitam um pouco mais sobre esse assunto. Vou deixar uns textos que eu acho mto bons e quero compartilhar com todos....
Boa leitura ^^
REFERÊNCIA
Marsiglia, Ana Carolina Galvão. Avaliação
na perspectiva da Pedagogia Histórico-Crítica. Conferência proferida no V
Módulo de Formação de Professores do Programa Escola Ativa-Gestão Escolar do
Campo, realizada pela Universidade Federal da Bahia, 2010. Artigo não publicado.
Concordo que o foco deve ser na aprendizagem do aluno e que as avaliações não devem ser utilizadas como instrumento de coação. Ademais, etimologicamente falando, avaliar é atribuir valor, o que, por si só, já é um ato de violência simbólica ou de discriminação.
ResponderExcluirEntretanto, quantos professores fizeram de suas avaliações instrumentos de coletas de dados para reavaliar quais conteúdos seus alunos tiveram dificuldade? Ou melhor, quantos profissionais da educação, contaram, numa prova objetiva por exemplo, quantas pessoas acertaram e erraram (e quais erraram) para avaliar seu trabalho?
Penso que esse tipo de "levantamento de dados" para "reavaliar a praxis pedagógica" seja real e extremamente laborioso e que somente profissionais da educação que habitam a "zona do sagrado", engajados e determinados, consigam, de fato, fazer esse tipo de trabalho.