terça-feira, 21 de agosto de 2012

Avaliação

Hoje quero falar um pouquinho sobre avaliação. Esse tema está em  "moda " de uns tempos pra cá. Antigamente a avaliação era vista apenas como classificatória, somativa e como um instrumento de coação, hoje, já posso me atrever a dizer que, ela esta mais ampla, de forma a levar em consideração o indivíduo por completo.  Dentro da perspectiva da pedagogia histórico-crítica, o educador deverá buscar formas mais dinâmicas e criativa de avaliar o discente, para não ocorrer a exclusão do sujeito dentro desse processo avaliativo, ou seja, a avaliação deverá ocorrer em vários momentos, em várias instâncias dentro do ambiente escolar. Seguindo esse pensamento, a educação deverá ensinar o aluno a pensar criticamente e não ser um mero reprodutor de ideias em uma folha de papel. O lúdico ajudará nesse processo, pois auxilia no desenvolvimento dos esquemas psíquicos e torna a aprendizagem significativa e prazerosa.
Para a pedagogia histórico-crítica a avaliação é “[...] a constatação do que o aluno aprendeu e não se dá por meio de um único instrumento, mas devemos planejar situações nas quais possamos avaliar o que o aluno está aprendendo e assim replanejar as ações [...].” (Marsiglia, 2010, p. 12).

Portanto, espero que todos reflitam um pouco mais sobre esse assunto. Vou deixar uns textos que eu acho mto bons e quero compartilhar com todos....

Boa leitura ^^


REFERÊNCIA
Marsiglia, Ana Carolina Galvão. Avaliação na perspectiva da Pedagogia Histórico-Crítica. Conferência proferida no V Módulo de Formação de Professores do Programa Escola Ativa-Gestão Escolar do Campo, realizada pela Universidade Federal da Bahia, 2010. Artigo não publicado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012


O papel do adulto

Todo aprendizado é necessariamente mediado – e isso torna o papel do ensino e do professor mais ativo e determinante do que o previsto por Piaget e outros pensadores da educação, para quem cabe à escola facilitar um processo que só pode ser conduzido pelo próprio aluno. Segundo Vygotsky, ao contrário, o primeiro contato da criança com novas atividades, habilidades ou informações deve ter a participação de um adulto. Ao internalizar um procedimento, a criança “se apropria” dele, tornando-o voluntário e independente.
Desse modo, o aprendizado não se subordina totalmente ao desenvolvimento das estruturas intelectuais da criança, mas um se alimenta do outro, provocando saltos de nível de conhecimento. O ensino, para Vygotsky, deve se antecipar ao que o aluno ainda não sabe nem é capaz de aprender sozinho, porque, na relação entre aprendizado e desenvolvimento, o primeiro vem antes. É a isso que se refere um de seus principais conceitos, o de zona de desenvolvimento proximal, que seria a distância entre o desenvolvimento real de uma criança e aquilo que ela tem o potencial de aprender – potencial que é demonstrado pela capacidade de desenvolver uma competência com a ajuda de um adulto. Em outras palavras, a zona de desenvolvimento proximal é o caminho entre o que a criança consegue fazer sozinha e o que ela está perto de conseguir fazer sozinha. Saber identificar essas duas capacidades e trabalhar o percurso de cada aluno entre ambas são as duas principais habilidades que um professor precisa ter, segundo Vygotsky.

Expansão dos horizontes mentais

Como Piaget, Vygotsky não formulou uma teoria pedagógica, embora o pensamento do psicólogo bielo-russo, com sua ênfase no aprendizado, ressalte a importância da instituição escolar na formação do conhecimento. Para ele, a intervenção pedagógica provoca avanços que não ocorreriam espontaneamente. Ao formular o conceito de zona proximal, Vygotsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, "puxando" dela um novo conhecimento. "Ensinar o que a criança já sabe desmotiva o aluno e ir além de sua capacidade é inútil", diz Teresa Rego. O psicólogo considerava ainda que todo aprendizado amplia o universo mental do aluno. O ensino de um novo conteúdo não se resume à aquisição de uma habilidade ou de um conjunto de informações, mas amplia as estruturas cognitivas da criança. Assim, por exemplo, com o domínio da escrita, o aluno adquire também capacidades de reflexão e controle do próprio funcionamento psicológico.

Para pensar

Vygotsky atribuiu muita importância ao papel do professor como impulsionador do desenvolvimento psíquico das crianças. A idéia de um maior desenvolvimento conforme um maior aprendizado não quer dizer, porém, que se deve apresentar uma quantidade enciclopédica de conteúdos aos alunos. O importante, para o pensador, é apresentar às crianças formas de pensamento, não sem antes detectar que condições elas têm de absorvê-las. E você? Já pensou em elaborar critérios para avaliar as habilidades que seus alunos já têm e aquelas que eles poderão adquirir? Percebe que certas atividades estimulam as crianças a pensar de um modo novo e que outras não despertam o mesmo entusiasmo?

sábado, 18 de agosto de 2012

O Direito das Crianças 

Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome

Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão   
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem 
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente, 
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.


Ruth Rocha

sexta-feira, 17 de agosto de 2012


Sinopse - Quem tem medo de ensinar na educação infantil - Em defesa do ato de ensinar


Os autores desta coletânea se esmeram em analisar os aspectos essenciais da educação infantil: o sentido da educação de crianças pequenas, para além do espontaneísmo; a relação entre a escola infantil e o ensino fundamental de nove anos; o desenvolvimento afetivo-cognitivo da atenção e da vontade; a alfabetização e a linguagem infantil. Este livro está embasado em uma perspectiva da pedagogia histórico - crítica e na psicologia histórico - cultural. Recomendo à todas professoras e, porque não, aos professores da Educação Infantil. Nele não encontramos receitas prontas mas, encontramos um referencial teórico completo para nos apoiarmos, e assim unirmos prática e teoria para trabalharmos com nossos pequenos!!!

Boa leitura......
Autoras: Lígia Márcia Martins & Alessandra Arce

Beijos Dani Paiva

Nova Experiência

Ola gente.... Essa é minha 1ª postagem. Espero me divertir muito e trocar experiências com quem entrar por aqui. Ainda não sei mexer bem, mas, como o ser humano estar em constante aprendizado, espero ser uma ótima blogueira!!! rsrsrsrs